Wednesday, September 24, 2008

Vamos?

Quando terminei a minha licenciatura de Enfermagem, na cerimónia foi dito: este é ponto de chegada e um ponto de partida. E Eu, sem supor nem prever,  vi a minha vida em quinze dias girar meia-lua. Bastou uma caminhada de mãos dadas no último dia de férias. O projecto de uma tentativa. Quem sabe? Uma força que me assaltou quando me abraças-te apertadamente no final daquele cais. Independentemente de tudo, vamos esforçar por ser o mais Felizes possíveis, não vamos? Cheguei então quase inesperadamente à cidade da Covilhã e fui à torre ver o meu País do seu ponto mais alto. Tive mil metros de altura e depois quase 2000. E parei quase ao chegar lá cima, numa senhora cravada na pedra a quem chamam Senhora da Estrela. Pedi-lhe que a pudesse visitar novamente  e quando o fiz, ofereceu-me um final de tarde encantador, uma lua cheia magnifica e uma estrela cadente só para mim, ali, no topo deste meu País. “Comigo ao teu lado vais sempre realizar todos os teus sonhos”. Foi assim que me vi a iniciar o curso de Medicina. Mais um ponto de chegada, um novo ponto de partida. Estou feliz. Ainda mais por fazê-lo contigo ao meu lado. Mais uma das viagens que só nos sabemos. Que começa sempre que nos olhamos e termina para lá daquilo com que sempre sonhamos... 
Vamos?
 

Sílvia Amaral * 24 de Setembro de 2008
 

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Friday, August 08, 2008

Quando chega o depois...

No inicio é bonito. Fazem-se muitas promessas. Dá-se o mundo. Inventa-se um outro. No inicio há muitos sorrisos, há mãos dadas, abraços e não se perde a oportunidade de tocar o outro, de o sentir mais próximo de nós. No inicio, as palavras saem mais facilmente, diz-se vez sem conta o quanto o outro é importante, o quanto nos fascina e nos preenche as horas. No inicio há muitos planos e até os mais banais parecem tirados de um qualquer romance. Há poemas e músicas. Há surpresas. Anda-se com os pés nas nuvens, e a cabeça não se sabe bem onde. O pensamento é preenchido por aquele olhar, por aquela ternura, por aquele roçar do corpo. Acredita-se que existe o sempre e o nunca, o bem e o mal. Tem-se a certeza que não há mais ninguém que possa sentir o mesmo, em todo o universo. Nada é mais especial. Nada poderá alcançar esse grau supremo de afecto. No inicio, vê-se tudo como se quer ver. Acredita-se que há coisas que mudam, que desta é que vai ser. O desejo de complementaridade e ajuste de emoções faz os olhos mágicos. Tudo é fantasia, tudo é espanto, tudo é surpresa…

Depois, chega o "depois"...


Sílvia Amaral         8 de Agosto de 2008

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Sunday, June 15, 2008

Pulsar do meu coração

O tempo é tão curto, os dias são tão fugazes que às vezes quero viver tudo de uma vez. A vida é tão frágil, que tenho medo. Mas esse medo faz-me agarrar-te todas as noites com mais força, dar-te um beijo e dizer que te amo, com os olhos, com o sorriso e por fim com as palavras. Todas as noites é assim, estendo o meu corpo junto ao teu, alinhamos os ombros, encaixamos os braços e enlaçamos as mãos. Digo-te como és belo, como é estupendo saber que quando abrir os olhos tu vais estar a olhar para mim. Vais abraçar-me e dizer: “Bom dia, amor”. E o amor vem novamente, amarrotando os lençóis e quebrando a minha silhueta. E aí a tua pele toca a minha, desperta o desejo latente de forma exponencial, ao ponto de não caber no nosso quarto, na nossa sala, em todos esses recantos em que loucamente me desapertas os botões e a compostura. Aí somos maiores que os homens, somos Deuses que se deleitam livres e apaixonadamente de pedaços de céu. O desalinho das tuas pernas na minha cintura, o êxtase do olhar quando mergulho em ti. O toque da língua dos lábios, dos dedos sem regras, sem te negar a vontade, dando asas aos meus anseios. O tempo é tão curto. E encostas-me à parede da escadaria. Os dias são tão fugazes. E depositas-me sobre a secretária antiga. A vida é tão frágil. E fazes-me cair no chão do teu corpo. E o Medo. Encostas o teu peito às minhas costas e prendes-me dentro de ti. O Medo. O beijo dos nossos umbigos. Medo. Olhas-me nos olhos. Enquanto estiveres comigo não tenho medo. És a minha fortaleza, o pulsar do me coração.  

Sílvia Amaral * 15 de Junho de 2008

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Wednesday, June 11, 2008

Adoro-te

Eu quero estar sempre aqui. Ao teu lado e dentro de ti. Quero que sejas o meu horizonte diário. Quero ser o teu ninho, o teu lugar encantado. Quero ser o toque de magia no dia a dia confuso e agitado. Quero que sejas o meu veleiro, a minha praia deserta. Quero ser o teu castelo, a viagem dos teus sonhos. Quero os domingos de manhã e os campos de golf, os fins de dia vagarosos da marginal até Sintra. É que adoro esse teu jeito de menino. Adoro cada linha do teu corpo, cada traço do teu retrato. Fragmentos de ti que eu quero guardar para sempre. Eu adoro. Adoro. Adoro. O teu sorriso, o teu olhar terno, os teus braços de anjo…
E por te adorar tanto, quero tornar-me cada dia mais próxima daquilo com que sempre sonhaste. Mais. Quero ser o sonho que vives de cada vez que os teus olhos se abrem...

Sílvia Amaral * 11 de Junho de 2008


p.s - peço desculpa a ausência por aqui... Tenho andado demasiado entretida a Viver e a Amar... (mas para viver... todo o tempo do mundo nao chega, e so se ama de Verdade, quando se ama Demais...)

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Monday, April 07, 2008

Não Voltarei a Ser Fiel

Não me mintas nunca mais. Assume que não queres contar, mas não me faças acreditar em verdades feitas de espuma. Confiava em ti, na tua inocência quase infantil. Sabia que no castanho dos teus olhos, não cabiam outros verdes além dos meus. Acreditava nessa tua loucura desmedida por mim. Devia ter percebido, que és exactamente como eu. Feito de carne e osso, de bondade e de malícia. De verdade e de mentira. Uma vez li que o amor é uma coisa e a vida é outra. E é que é mesmo. É por isso que te digo que tu e eu, somos um mundo paralelo. Uma realidade à parte. Porque na vida, somos frágeis, erramos, magoamos, vivemos como todos os outros seres. Fazemos sexo e mentimos acerca dos suspiros, confundimos os sentidos com mãos de prazer. As palavras são fáceis na vida. Os olhares entre  desconhecidos quase se transformam em beijos e é fácil virar as costas e partir. Inventamos sentimentos e deixamo-nos quase iludir, como se a ilusão fosse anestésico da alma, e amnésico da saudade. No nosso mundo é tudo diferente. Somos eternamente só um do outro. Ninguém entra nesse outro lado da nossa lua. É uma realidade paralela, em que os nossos corpos são templo sagrado do amor que sonhamos e que sentimos. O meu corpo é areal onde repousam as ondas do teu cabelo, e porto de abrigo para o veleiro do teu corpo. Os momentos são cristais suspensos para sempre, e os olhares límpidos como a água pura. Não há mentira. Ou não havia. Eu acreditava que ia ser sempre assim sabes? Que os dois mundos se iam manter sempre como duas linhas paralelas que nunca se encontram, nem no infinito. Mas não sei o que aconteceu, está tudo baralhado. As duas linhas cruzam-se e eu não sei o que sinto. As ilusões da vida minam os caminhos do arco-íris dos nossos sonhos. O sexo misturou-se com o amor. Nos teus olhos vi um outro verde, e nas minhas mãos tu sentes outro corpo. Há palavras brancas misturadas com ilusões de palavras decoradas. E eu sinto no baloiço do teu corpo outro corpo que não o meu. E tu nos meus cabelos vês sombras que não as tuas. Eu quero acreditar nas tuas palavras e elas estão minadas. Olho para os teus lábios e és água turva, eu espero que ela sossegue, para ver a verdade e não consigo. Os meus medos surgiram Adamastor no cabo Bojador da linha do teu sorriso. Eu só quero acreditar. Porque a certeza da terra firme que eras, desmoronou como castelos de areia que construi pensando-os de pedra robusta. Não me mintas nunca mais.


Sílvia Amaral * 7 de Abril de 2008


*http://www.youtube.com/watch?v=YxABgKcm94Q

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Wednesday, February 27, 2008

E quando eu pensava que me estava a levantar...





                                                                        ...eis que se quedam os joelhos outra vez e eu espalho-me pelo chão.

P.s - A apatia é um Lugar estranho



Sílvia Amaral 27 de Fevereiro de 2008
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Tuesday, January 29, 2008

Caminhar de pés descalços

Há tanta coisa que eu queria esquecer e não consigo. Tanto passado que gostava de apagar. Tantas horas, tantos minutos que gostava nunca ter passado. Há tantos gestos em falso, tantos tiros ao lado. Tantos gritos que ficaram guardados na voz para       que nada mudasse. Foram tantos erros, tantas lágrimas, tanta falta de coragem. Foi tudo pelo ar e ficou tudo espalhado pelo chão. E tu, não compreendes… que estas coisas todas que trago cá dentro são nódoas negras, que não vão passar de um dia para o outro. São marcas que ficam, que doem.          Tu foste embora, com uma parte da razão, e deixaste-me a lidar com a outra parte sozinha. Eu ajudei-te a aliviar a pressão do teu lado, a mudares de morada vezes sem conta e a encontrares alguma paz. Apoiei os teus escudos e as pontes que criaste e que te levaram para longe de mim. Amei com um amor incondicional, que ninguém algum dia mais sentirá por ti. Disso eu tenho a certeza. Contaste com o meu apoio, com o meu amor, com o seu segredo, como o lugar das tuas confidencias. Ouvi tudo e calei. Não julguei, não disse nunca que não. Estive lá e fui cúmplice. Aceitei, como quem não tem outra escolha, porque não consigo deixar de assim ser.  Continuo hoje, a compreender e apoiar-te, podes perguntar a quem quiseres. E mesmo tentado todos os dias convencerem-me do contrário, sei que não deve existir melhor do que tu por aí. E por isso dói ainda mais. Dói saber que não estás no dia a dia, e dói ter de passar por tudo sozinha. Doi ter de crescer demais em tão pouco tempo. Custa suportar tanta tensão por escolhas que não fui eu que fiz e para as quais nada contribui. Custa ter de escolher. Custa ter de mudar tanta coisa. Sinto a tua falta e sinto acima de tudo falta de paz. Não é de jantares que preciso, nem de dias marcados para estar contigo. Isso não me basta. Não me basta ter de abdicar de rotinas para poder estar com quem amo segundo os seus fins-de-semana. Mas sei que não tenho alternativa. Desculpa se as poucas horas semanais que passamos juntos são sempre tão confusas, densas e tão tensas. Essas são apenas mais umas horas da minha semana. Não peço que deixes nada por mim. Não quero que tenhas de abdicar de coisas que gostas, só porque eu fui até hoje sempre obrigada a fazê-lo. Estaria a ser injusta e acima de tudo incoerente e não gosto de o ser. Só queria que compreendesses que deste lado do mundo as coisas não são assim tão simples. Há demasiadas coisas que talvez não compreendas, mas a guerra que viveste enquanto estiveste por cá, não terminou quando foste embora. A tensão continua no ar e acima de tudo estou mais sozinha do que nunca. Tenho responsabilidades que não são minhas, e tenho tanta coisa nas minhas mãos. Continuo sem saber quem sou e o que quero para mim. O futuro corre demasiado de pressa e eu ainda nem me recompus de tanta queda e ainda me dói muito levantar a cabeça e seguir em frente. Talvez o tempo ajude apaziguar cicatrizes da alma, mas ainda me custa olhar ao espelho e reconhecer-me. É difícil seguir em frente e não ver nada. Custa ter de caminhar de pés descalços...
E há simplesmente tanta coisa que eu queria esquecer… mas não consigo.




Sílvia Amaral * 29 de Janeiro de 2008

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Tuesday, December 18, 2007

Ilha

Quero-te aqui, ao pé de mim. As tuas mãos de anjo. Os teus braços de guerreiro. O teu cumprimento despreocupado e o teu despedir muito breve a implorar a rapidez do passar do tempo. O teu olhar de mar a banhar os meus sorrisos, a deixares-te ficar no areal do meu corpo. Dentro de nós é quente e doce e a ternura é o fio invisível que nos une. Quero que fiques aqui, bem perto de mim. Neste lugar que só te pertenço, que te espera sempre. Deixa-te repousar nos meus braços, que é Dezembro e está frio demais lá fora. É Dezembro e eu quero-te. Um jantar e uma lareira. Um licor e um abraço. O teu corpo contra o meu. Quero-te tanto. Que sejas o meu mar privado, as minhas ondas secretas, a maresia constante. Que eu seja o teu porto de abrigo, o cais seguro… a tua ilha. 


Sílvia Amaral * 18 Dezembro 2007 *

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Monday, November 05, 2007

Do You Really Want to Know?

Tu pensavas que ia ser sempre assim. Que chegavas abraçavas e ias embora a sorrir. Tu pensavas que tinhas toda a tua vida a teu favor. Tudo planeado e marcado na agenda definida com muito tempo de antecedência. Pensavas que te sabias controlar. Quando começar, quando avançar, quando parar, quando acabar. Que quando chegasse a hora certa, as palavras iam estar à porta dos teus lábios, e que as tuas lágrimas eram domesticadas como sempre. Que conhecias todas as frases bonitas, e as estrelas no firmamento. Tu pensavas que sabias, mas não. Tu desconhecias que existem coisas imprevisíveis, e que por isso mesmo são melhores do que tudo. Pensavas que sabias todos os truques e manhas para conquistares o que querias, quando querias. Que o teu carro, a tua distância, a tua cidade e a tua vida era só tua. Deliberadamente marcada, estreitamente definida. Pensavas tu que me sabias. Mas não. Tu não sabias nem sabes os meus silêncios e os meus dias sós. Não sabes das palavras misturadas com suspiros, nem sabes como é o sabor do meu suor depois do amor. Não sabias que os meus olhos choram cristais e que nos meus sonhos há arco-iris à noite, baloiços muito altos, palcos iluminados, palmas, canções únicas, crianças, relva fresca, chuva miúda, pão a sair do forno, cozinhados, lareiras e aconchego. Não sabias nem sabes, do que são feitos os meus momentos. As minhas noites. Os meus passeios matinais em praias vazias, nem as minhas horas de contemplação nas montanhas. Tu não sabias. Que quando me prendesses nos braços te estava a acorrentar a alma. Que a minha língua doce e picante ao mesmo tempo, é mais viciante que qualquer outra adrenalina. Tu não sabias, nem sabes. O encontro das nossas silhuetas na fotografia, a nossa figura atrás do espelho embaciado do banho quente. Não sabias da minha imprevisibilidade irritantemente fascinante. Não sabes dos dias que não passas comigo. E talvez nunca chegues a saber. O segredo do sonho que eu sabia ter guardado só para nós.
 

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Wednesday, October 31, 2007

Problema de Expressão

Tenho um problema de comunicação. Quando penso uma coisa, nunca consigo dizer exactamente o que sinto. Especialmente quando é preciso realmente dizer aquilo que sinto. É complicado de explicar. É um problema de comunicação que passa pela expressão. Não sei bem exprimir o que sinto e o que quero. Penso que a responsabilidade cai muitas vezes sobre o facto de não saber exactamente bem o que quero que a outra pessoa saiba. Por exemplo, eu realmente gosto muito de estar sozinha, mas no fundo odeio estar sozinha durante muito tempo. O que eu quero dizer quando digo “gosto de estar só, e que estou só porque quero”, é que não quero que ninguém esteja comigo por estar, prefiro estar sozinha. Que não gosto da imposição da presença de ninguém, nem de impor a minha. Por isso, sozinha não corro esse risco. Também digo muitas vezes que não gosto de compromissos, quando na verdade o que quero dizer é que odeio que as minhas expectativas sejam furadas. Prefiro comunicar que não espero nada, para provar a mim própria que não posso uma vez mais sair frustrada. No fundo, falhada. Também digo que gosto de ser independente, de ter a minha liberdade. Que não gosto que me perguntem onde estive, com quem estive, nem porquê. Na verdade, eu simplesmente não suporto que não confiem em mim, que duvidem de quem sou e dos meus princípios. Digo muitas vezes que preciso que cuidem de mim, quando na verdade sei que ninguém toma melhor conta de mim do que eu própria. Na verdade, só quero um pouco de atenção. Quando digo que estou mais ou menos, nem sempre me apetece dizer o porquê, mas digo-o na esperança que mo perguntem. É só uma maneira de saber que a outra pessoa se preocupa. Quando não quero mesmo falar respondo que está tudo bem, e não se pensa mais nisso. Também sou um bocado “desbocada” e digo coisas “que não devo”. Mas isso é raro. Só quando me sinto “em casa”. Falo de muita coisa abertamente. Dizem que é da profissão. E aí, o problema não é na minha expressão, é na aceitação dos outros. Brinco muito com as palavras, gosto de jogos. Mas só nas palavras. Na verdade, odeio jogos nas relações. É que aí, tenho de “brincar” com o meu problema de expressão, e dá tudo errado. Inclusive as relações. Falo como se tivesse muitas…

Talvez seja de eu ser Mulher, talvez seja inerente ao meu género. Ou talvez seja mesmo um problema meu. Este problema de comunicação. Talvez seja por isso que escrevo. É mais fácil. Alinha-se as ideias no papel. Apaga-se, revê-se. Vê-se como soa melhor. Testa-se o resultado. A falar já não é assim. Principalmente quando se fala do que se sente. Com quem se sente.


Sílvia Amaral * 31 de Outubro de 2007 *

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