Friday, September 4, 2009

Susto

Pensei que tinha perdido de vez a possibilidade de ter todas estas minhas coisas… Nao me lembrava do email =|

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Friday, January 30, 2009

A outra

Às vezes preferia continuar a ser “a outra”. Porque “a outra”, recebe a boa disposição, os braços abertos, o desejo e a frescura. “A outra” personifica o escape, a fuga do mundo, o lugar de abrigo, de procura da satisfação. São para ela a amabilidade que se esqueceu de levar para casa e na casa dela a intolerância e o desgaste ficam do lado de fora da porta. Para ela existem as piadas a necessidade de surpreender e de encantar. Para ela há mensagem ousada, a música carinhosa, a surpresa da flor no fim do dia. As mensagens antes do dormir a ela se remetem que o telefonema para casa foi longo e serviu de história de embalar. Se continuasse a ser “a outra”, continuariam a existir as escapadelas de domingo a noite, os fins de semana fugidos, os beijos roubados dentro do carro. Se ainda fosse “a outra” nunca te zangavas comigo, planeavas afincadamente um novo reencontro e seduzias-me. Se eu fosse “a outra” vestias ao fim de semana aquela roupa que gosto tanto, perfumavas-te e punhas o creme de azeia só para mim. Se eu ainda fosse “a outra”… Mas não sou. Por isso, telefonas-me porque assim tem que ser, porque é suposto, porque assim passou a ser rotineiramente. Assim, sais do trabalho e falas do trabalho comigo. Como passaste a partilhar mais tempo comigo, eu acabei por ocupar todo o que tinhas livre. Passei a deitar-me na tua cama e não precisaste de me mandar mensagem picante para uma noite de sonho. Como vens cansado e eu estou ali, as gargalhadas transformam-se em lamentações. Os braços abertos para ti, em exigências. Presenciando o cansaço diário da tua vida, desculpo-te a impaciência, deixo-a ficar do lado de dentro da porta. Sabes que te compreendo, que estou mais perto, que no fundo sou tua, esqueces-te do esforço. O seduzir, o planear, o roubar beijos atrás da porta, o fugir comigo para um desses prédios em construção, ficou esquecido com “a outra”. Passei a ser mais uma das tuas obrigações diárias e assim passaste a precisar de te escapar de mim. Mesmo que não propositadamente, no fundo desejas o desejo, a frescura, “a outra”…
Mas sabes, “a outra” continuo a ser eu, até tu quereres, outra …

* Sílvia Amaral * 30 de Janeiro de 2009

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Tuesday, January 20, 2009

Dias sem ti

Ela fechou-lhe os botões de punho. Endireitou-lhe a gravata bem combinada com o fato certo. Ajeito o portátil sobre o sobretudo e Devolveu os óculos em cima da cabeceira esquecidos. Desceram as escadas num compasso apressado e na soleira da porta, um beijo demorado. «Um bom dia amor». Mais tarde quando abrir o portátil terá no lado esquerdo um dos post-it amarelos com a letra apressada: “Os dias sem ti são todos iguais, são dias sem fim, são dias a mais”

Até para a semana…

* Sílvia Amaral * 20 de Janeiro de 2008

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Sunday, January 18, 2009

Anseio a vida atribuladamente divertida outra vez. Desejo que as palavras voltem a pincelar folhas brancas de papel. Que a fantasia volte rapidamente, que o brilho se torne mais claro, que o sopro da minha sensibilidade re-floresça. Que o encantamento se prolongue para além da ponta dos meus dedos e que se desenhe poesia. Anseio…

Sílvia Amaral * 19 de Janeiro 2009

p.s. - continuo viva, com saude, mas com o tempo mt mt apertado… vou tentar regressar mais frequentemente, sinto tanto a falta disto… *

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Wednesday, September 24, 2008

Vamos?

Quando terminei a minha licenciatura de Enfermagem, na cerimónia foi dito: este é ponto de chegada e um ponto de partida. E Eu, sem supor nem prever,  vi a minha vida em quinze dias girar meia-lua. Bastou uma caminhada de mãos dadas no último dia de férias. O projecto de uma tentativa. Quem sabe? Uma força que me assaltou quando me abraças-te apertadamente no final daquele cais. Independentemente de tudo, vamos esforçar por ser o mais Felizes possíveis, não vamos? Cheguei então quase inesperadamente à cidade da Covilhã e fui à torre ver o meu País do seu ponto mais alto. Tive mil metros de altura e depois quase 2000. E parei quase ao chegar lá cima, numa senhora cravada na pedra a quem chamam Senhora da Estrela. Pedi-lhe que a pudesse visitar novamente  e quando o fiz, ofereceu-me um final de tarde encantador, uma lua cheia magnifica e uma estrela cadente só para mim, ali, no topo deste meu País. “Comigo ao teu lado vais sempre realizar todos os teus sonhos”. Foi assim que me vi a iniciar o curso de Medicina. Mais um ponto de chegada, um novo ponto de partida. Estou feliz. Ainda mais por fazê-lo contigo ao meu lado. Mais uma das viagens que só nos sabemos. Que começa sempre que nos olhamos e termina para lá daquilo com que sempre sonhamos… 
Vamos?
 

Sílvia Amaral * 24 de Setembro de 2008
 

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Friday, August 8, 2008

Quando chega o depois…

No inicio é bonito. Fazem-se muitas promessas. Dá-se o mundo. Inventa-se um outro. No inicio há muitos sorrisos, há mãos dadas, abraços e não se perde a oportunidade de tocar o outro, de o sentir mais próximo de nós. No inicio, as palavras saem mais facilmente, diz-se vez sem conta o quanto o outro é importante, o quanto nos fascina e nos preenche as horas. No inicio há muitos planos e até os mais banais parecem tirados de um qualquer romance. Há poemas e músicas. Há surpresas. Anda-se com os pés nas nuvens, e a cabeça não se sabe bem onde. O pensamento é preenchido por aquele olhar, por aquela ternura, por aquele roçar do corpo. Acredita-se que existe o sempre e o nunca, o bem e o mal. Tem-se a certeza que não há mais ninguém que possa sentir o mesmo, em todo o universo. Nada é mais especial. Nada poderá alcançar esse grau supremo de afecto. No inicio, vê-se tudo como se quer ver. Acredita-se que há coisas que mudam, que desta é que vai ser. O desejo de complementaridade e ajuste de emoções faz os olhos mágicos. Tudo é fantasia, tudo é espanto, tudo é surpresa…

Depois, chega o “depois”…

Sílvia Amaral         8 de Agosto de 2008

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Sunday, June 15, 2008

Pulsar do meu coração

O tempo é tão curto, os dias são tão fugazes que às vezes quero viver tudo de uma vez. A vida é tão frágil, que tenho medo. Mas esse medo faz-me agarrar-te todas as noites com mais força, dar-te um beijo e dizer que te amo, com os olhos, com o sorriso e por fim com as palavras. Todas as noites é assim, estendo o meu corpo junto ao teu, alinhamos os ombros, encaixamos os braços e enlaçamos as mãos. Digo-te como és belo, como é estupendo saber que quando abrir os olhos tu vais estar a olhar para mim. Vais abraçar-me e dizer: “Bom dia, amor”. E o amor vem novamente, amarrotando os lençóis e quebrando a minha silhueta. E aí a tua pele toca a minha, desperta o desejo latente de forma exponencial, ao ponto de não caber no nosso quarto, na nossa sala, em todos esses recantos em que loucamente me desapertas os botões e a compostura. Aí somos maiores que os homens, somos Deuses que se deleitam livres e apaixonadamente de pedaços de céu. O desalinho das tuas pernas na minha cintura, o êxtase do olhar quando mergulho em ti. O toque da língua dos lábios, dos dedos sem regras, sem te negar a vontade, dando asas aos meus anseios. O tempo é tão curto. E encostas-me à parede da escadaria. Os dias são tão fugazes. E depositas-me sobre a secretária antiga. A vida é tão frágil. E fazes-me cair no chão do teu corpo. E o Medo. Encostas o teu peito às minhas costas e prendes-me dentro de ti. O Medo. O beijo dos nossos umbigos. Medo. Olhas-me nos olhos. Enquanto estiveres comigo não tenho medo. És a minha fortaleza, o pulsar do me coração.  

Sílvia Amaral * 15 de Junho de 2008

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Wednesday, June 11, 2008

Adoro-te

Eu quero estar sempre aqui. Ao teu lado e dentro de ti. Quero que sejas o meu horizonte diário. Quero ser o teu ninho, o teu lugar encantado. Quero ser o toque de magia no dia a dia confuso e agitado. Quero que sejas o meu veleiro, a minha praia deserta. Quero ser o teu castelo, a viagem dos teus sonhos. Quero os domingos de manhã e os campos de golf, os fins de dia vagarosos da marginal até Sintra. É que adoro esse teu jeito de menino. Adoro cada linha do teu corpo, cada traço do teu retrato. Fragmentos de ti que eu quero guardar para sempre. Eu adoro. Adoro. Adoro. O teu sorriso, o teu olhar terno, os teus braços de anjo…
E por te adorar tanto, quero tornar-me cada dia mais próxima daquilo com que sempre sonhaste. Mais. Quero ser o sonho que vives de cada vez que os teus olhos se abrem…

Sílvia Amaral * 11 de Junho de 2008

p.s - peço desculpa a ausência por aqui… Tenho andado demasiado entretida a Viver e a Amar… (mas para viver… todo o tempo do mundo nao chega, e so se ama de Verdade, quando se ama Demais…)

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Monday, April 7, 2008

Não Voltarei a Ser Fiel

Não me mintas nunca mais. Assume que não queres contar, mas não me faças acreditar em verdades feitas de espuma. Confiava em ti, na tua inocência quase infantil. Sabia que no castanho dos teus olhos, não cabiam outros verdes além dos meus. Acreditava nessa tua loucura desmedida por mim. Devia ter percebido, que és exactamente como eu. Feito de carne e osso, de bondade e de malícia. De verdade e de mentira. Uma vez li que o amor é uma coisa e a vida é outra. E é que é mesmo. É por isso que te digo que tu e eu, somos um mundo paralelo. Uma realidade à parte. Porque na vida, somos frágeis, erramos, magoamos, vivemos como todos os outros seres. Fazemos sexo e mentimos acerca dos suspiros, confundimos os sentidos com mãos de prazer. As palavras são fáceis na vida. Os olhares entre  desconhecidos quase se transformam em beijos e é fácil virar as costas e partir. Inventamos sentimentos e deixamo-nos quase iludir, como se a ilusão fosse anestésico da alma, e amnésico da saudade. No nosso mundo é tudo diferente. Somos eternamente só um do outro. Ninguém entra nesse outro lado da nossa lua. É uma realidade paralela, em que os nossos corpos são templo sagrado do amor que sonhamos e que sentimos. O meu corpo é areal onde repousam as ondas do teu cabelo, e porto de abrigo para o veleiro do teu corpo. Os momentos são cristais suspensos para sempre, e os olhares límpidos como a água pura. Não há mentira. Ou não havia. Eu acreditava que ia ser sempre assim sabes? Que os dois mundos se iam manter sempre como duas linhas paralelas que nunca se encontram, nem no infinito. Mas não sei o que aconteceu, está tudo baralhado. As duas linhas cruzam-se e eu não sei o que sinto. As ilusões da vida minam os caminhos do arco-íris dos nossos sonhos. O sexo misturou-se com o amor. Nos teus olhos vi um outro verde, e nas minhas mãos tu sentes outro corpo. Há palavras brancas misturadas com ilusões de palavras decoradas. E eu sinto no baloiço do teu corpo outro corpo que não o meu. E tu nos meus cabelos vês sombras que não as tuas. Eu quero acreditar nas tuas palavras e elas estão minadas. Olho para os teus lábios e és água turva, eu espero que ela sossegue, para ver a verdade e não consigo. Os meus medos surgiram Adamastor no cabo Bojador da linha do teu sorriso. Eu só quero acreditar. Porque a certeza da terra firme que eras, desmoronou como castelos de areia que construi pensando-os de pedra robusta. Não me mintas nunca mais.

Sílvia Amaral * 7 de Abril de 2008

*http://www.youtube.com/watch?v=YxABgKcm94Q

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Wednesday, February 27, 2008

E quando eu pensava que me estava a levantar…

                                                                        …eis que se quedam os joelhos outra vez e eu espalho-me pelo chão.

P.s - A apatia é um Lugar estranho

Sílvia Amaral 27 de Fevereiro de 2008

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