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Ele é adorável. E sim, é (im)possivel.
Não interessa porquê. Não quero saber. Saber, saber, interessa-me como é que ele sera…
Preenche-me os momentos esta viagem aos camarins de todas as possibilidades.
Invento mil e uma maneiras, adapto a que mais me convém, a imagem idealizada que melhor me assenta à pele.
(a pele…)
Não é alto, nem baixo, assim feitinho à minha medida…
(E os braços, e os abraços?)
Faz-me ter sonhos “spicy”, e acordar com os olhos feito luas cheias… Rir muito e cantar…
Mas ele existe cá no meu pensamento, secretamente confiada a 2 ou 3 amigos. Não posso evitar, nem quero…
“O segredo”, como lhe costumo chamar é ternamente divertido e quando sorri… sorri por inteiro, os labios, os olhos, as mãos, o corpo… (hmm as maos e o corpo)
FAz-me sentir uma garota tantas vezes, porque deixo de saber como comportar. Se hei-de olhar distante ou nos olhos, se hei-de chegar perto ou afastar, se viro as costas agora ou me demoro mais um instante. E faz-me rever os segundos todos a pente fino e pensar como fui tão estupida em ter dito isto ou não ter feito aquilo…
Faz-me sentir como se tivesse imensas borboletas na barriga a quererem-me sair pela voz, a esvoaçarem-me no peito…
Ele é o meu amor quase (im)possível, porque na impossibilidade de o fazer meu, não deixa nunca de o ser, e como é que se costuma dizer? Nunca se sabe…. Afinal de contas, não somos Montesco y Capuleto (nem na impossibilidade, nem na concretização) … mas faz-me sonhar e sorrir, e depois? Para mim ísto é o tanto que me basta…
Por isso “segredo” se um dia o mar do teu olhar se cansar de andar a deriva, que o verde dos meus olhos te traga para junto de mim… Nem que isso seja um só instante, como aquele que tantas vezes me acorda a meio da noite, com doçura a verter-me do sorriso…
Silvia Amaral * 7 de Maio de 2007