Wednesday, May 30, 2007

Estrelas Cadentes

Cai a noite no meu quarto

Deito-me e demoro a olhar-te…

Tens os braços abertos a chamarem por mim

A prometerem o mundo apartir dos teus lençois

A lua pelas tuas próprias mãos 

Eu não sei Quando  aprendeste alinhar os nossos movimentos

Por onde descobres mais uma sombra, mais um atalho

onde inventas a dança dos nossos corpos

Como desenhas estes traços quentes de suor

esculpidos à força dos nossos desejos

 

 …

 

És um céu e é quando me fixas directamente nos olhos e

Sorris, que eu vejo Estrelas cadentes no teu olhar…

 

 

 

Silvia Amaral* 30 de Maio de 2007

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Saturday, May 26, 2007

“É como um dia cinzento, com chuva miudinha que não pára ao mesmo tempo que um vento furioso não pára de volver.

É um gelo que me entra pela pele directamente ao coração.

É um espelho que não cansa de me devolver uma estalada seca. Uma imagem horrível exterior do interior tenebroso em que me sinto.

É sentir-me defraudada a cada instante, reduzida, mínima…

Porquê? Não sei. Sei que não devia, que não era suposto sequer…

Mas a minha auo-estima mergulhou até ao mais fundo possível.

E não, não estou a afirmar nem o comento para que me dê palmadinhas nas costas.

É porque quero aprender a lidar com toda a insatisfação que tenho acerca de quem sou. Porque já nem sei chorar, nem surpreender, nem sentir mais do que um azedo amargo quando penso acerca de quem sou. (ou talvez era exactamente isso que queria que me acontecesse)

Umas asas? Uns patins? Uma prancha se Surf? Os meus pés muito rápidos sobre a praia?

E o encanto? E o coração a bater muito rápido? E os pés e as pernas a tremerem? E o friozinho na barriga?

Porque é que simplesmente me sinto amarga? Feia? Horrível?

Porque?

Porque é que em cada oportunidade me magoo mais? Porque é que não sei gostar de mim?

Porquê? Porque é que tu que moras dentro de mim, me deitas tanto abaixo, me fazes sofrer tanto, se tu és eu. Se eu sou o que tu és. Se é anti-natural a auto-flagelação, porquê?

Eu tento, eu luto, eu tenho pessoas maravilhosas ao meu lado a porem-me sempre para cima. E sei o quão cansadas já estão de exercerem força num peso pesado que não se mexe por si só. Mas eu tento, e o corpo apenas se arrasta e a alma é uma âncora presa num fundo escuro e dolorido.

È quase um desespero. Um grito mudo. Um berro estridente. Uns olhos marcadamente negros e a pele branca marcadamente rasgada. “

 

 

Ela disse tudo de uma só vez. Como um suspiro demoradamente cansado… e adormeceu nos meus braços.

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Sílvia Amaral * 26 Maio 2007

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Monday, May 7, 2007

Amor quase (im)possível

 

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Ele é adorável. E sim, é (im)possivel.

Não interessa porquê. Não quero saber. Saber, saber, interessa-me como é que ele sera…

Preenche-me os momentos esta viagem aos camarins de todas as possibilidades.

Invento mil e uma maneiras, adapto a que mais me convém, a imagem idealizada que melhor me assenta à pele.

(a pele…) 

Não é alto, nem baixo, assim feitinho à minha medida…

(E os braços, e os abraços?)  

Faz-me ter sonhos “spicy”, e acordar com os olhos feito luas cheias… Rir muito e cantar…

Mas ele existe cá no meu pensamento, secretamente confiada a 2 ou 3 amigos. Não posso evitar, nem quero…

“O segredo”, como lhe costumo chamar é ternamente divertido e quando sorri… sorri por inteiro, os labios, os olhos, as mãos, o corpo… (hmm as maos e o corpo)

FAz-me sentir uma garota tantas vezes, porque deixo de saber como comportar. Se hei-de olhar distante ou nos olhos, se hei-de chegar perto ou afastar, se viro as costas agora ou me demoro mais um instante. E faz-me rever os segundos todos a pente fino e pensar como fui tão estupida em ter dito isto ou não ter feito aquilo…

Faz-me sentir como se tivesse imensas borboletas na barriga a quererem-me sair pela voz, a esvoaçarem-me no peito…

Ele é o meu amor quase (im)possível, porque na impossibilidade de o fazer meu, não deixa nunca de o ser, e como é que se costuma dizer? Nunca se sabe…. Afinal de contas, não somos Montesco y Capuleto (nem na impossibilidade, nem na concretização) … mas faz-me sonhar e sorrir, e depois? Para mim ísto é o tanto que me basta… :)

Por isso “segredo” se um dia o mar do teu olhar se cansar de andar a deriva, que o verde dos meus olhos te traga para junto de mim… Nem que isso seja um só instante, como aquele que tantas vezes me acorda a meio da noite, com doçura a verter-me do sorriso… 

Silvia Amaral * 7 de Maio de 2007

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Wednesday, May 2, 2007

Chá de Baunilha e Doce de Morango

Abriste-me as persianas devagar.

Trouxeste-me o chá  de baunilha à cama, um croissant e doce de morango e uma flor.

Um livro de receitas de sobremesas de chocolate e um filme.

Perdemo-nos nos sorrisos, meiguices, gargalhadas e tantas outras coisas que guardo só para mim…

Choveu o dia todo lá fora, mas Tu pintaste o céu nos meus lençois e deitas-te sobre a minha cama o sol…

Silvia Amaral *   2 de Maio de 2007

 

 

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