Não Voltarei a Ser Fiel
Não me mintas nunca mais. Assume que não queres contar, mas não me faças acreditar em verdades feitas de espuma. Confiava em ti, na tua inocência quase infantil. Sabia que no castanho dos teus olhos, não cabiam outros verdes além dos meus. Acreditava nessa tua loucura desmedida por mim. Devia ter percebido, que és exactamente como eu. Feito de carne e osso, de bondade e de malícia. De verdade e de mentira. Uma vez li que o amor é uma coisa e a vida é outra. E é que é mesmo. É por isso que te digo que tu e eu, somos um mundo paralelo. Uma realidade à parte. Porque na vida, somos frágeis, erramos, magoamos, vivemos como todos os outros seres. Fazemos sexo e mentimos acerca dos suspiros, confundimos os sentidos com mãos de prazer. As palavras são fáceis na vida. Os olhares entre desconhecidos quase se transformam em beijos e é fácil virar as costas e partir. Inventamos sentimentos e deixamo-nos quase iludir, como se a ilusão fosse anestésico da alma, e amnésico da saudade. No nosso mundo é tudo diferente. Somos eternamente só um do outro. Ninguém entra nesse outro lado da nossa lua. É uma realidade paralela, em que os nossos corpos são templo sagrado do amor que sonhamos e que sentimos. O meu corpo é areal onde repousam as ondas do teu cabelo, e porto de abrigo para o veleiro do teu corpo. Os momentos são cristais suspensos para sempre, e os olhares límpidos como a água pura. Não há mentira. Ou não havia. Eu acreditava que ia ser sempre assim sabes? Que os dois mundos se iam manter sempre como duas linhas paralelas que nunca se encontram, nem no infinito. Mas não sei o que aconteceu, está tudo baralhado. As duas linhas cruzam-se e eu não sei o que sinto. As ilusões da vida minam os caminhos do arco-íris dos nossos sonhos. O sexo misturou-se com o amor. Nos teus olhos vi um outro verde, e nas minhas mãos tu sentes outro corpo. Há palavras brancas misturadas com ilusões de palavras decoradas. E eu sinto no baloiço do teu corpo outro corpo que não o meu. E tu nos meus cabelos vês sombras que não as tuas. Eu quero acreditar nas tuas palavras e elas estão minadas. Olho para os teus lábios e és água turva, eu espero que ela sossegue, para ver a verdade e não consigo. Os meus medos surgiram Adamastor no cabo Bojador da linha do teu sorriso. Eu só quero acreditar. Porque a certeza da terra firme que eras, desmoronou como castelos de areia que construi pensando-os de pedra robusta. Não me mintas nunca mais.
Sílvia Amaral * 7 de Abril de 2008
*http://www.youtube.com/watch?v=YxABgKcm94Q
A tua escrita melhora a cada dia que passa. Começas a ter uma escrita cuidada, já não é só o teu coração que escreve. Gostei particularmente deste texto, cada palavra encaixada com exactidão e cuidado! Simplesmente delicioso… Consegues transmitir a mensagem de forma muito mais clara, evoluíste imenso. Há apenas um pormenor que te falha, mas até esse já se encontra mais disfarçado.
Parabéns, Sissi…
lá está…a comprovar o meu pensamento do dia… como diria alguém q eu odiava mas q comecei a gostar mm muito “sao bidas” (sim, com b lolol)
beijinho e obrigada =)
andreia (myfirstname is little star =) )
Uiii…uma semana longe de ti e sai-te isto lol
Adorei!
Fazes-me falta em Cantanholas
Beijos grandes aí pro Oporto.
Uiii…uma semana longe de ti e sai-te isto lol
Adorei!
Fazes-me falta em Cantanholas
Beijos grandes aí pro Oporto.
Ana
Que quando os mares tempestuosos acalmarem, o vento deixar de soprar com essa força e o Sol voltar a brilhar, tu abras os olhos e vejas o paraíso que tanto anseias…
Firma os pés nessa areia, abre bem os olhos. Limpa a mente de todas as perturbações que te afligem e assombram e escuta… Escuta o teu coração. Ouve o que ele te diz. Depois de o fazer pára! Pensa bem no que ele te disse… Avança com a devida prudência, mas avança… Avança na direcção que considerares mais certa. Não tenhas medo de errar na tua decisão porque quem vive não fazendo as coisas com medo de errar não vive, deixa a vida passar por si…
AFF